Entenda as regras do duty‑free e as franquias alfandegárias por país. Saiba quanto álcool, cigarros e perfumes levar, nas conexões e evitar retenções.
As lojas duty‑free dos aeroportos são difíceis de resistir: vitrines chamativas, etiquetas mais amigáveis, nada de impostos locais — mas há um porém. Muita gente presume que, se veio do duty‑free, pode passar por qualquer fronteira. Na prática, há limites, e é melhor conhecê‑los antes — caso contrário, a alfândega transforma a compra por impulso numa lição constrangedora e, às vezes, cara.
As lojas duty‑free vendem produtos sem os impostos locais e ficam, em geral, nas áreas internacionais de embarque e desembarque. Isso não significa que tudo o que sai dali cruza fronteiras sem questionamentos. Cada país define sua própria franquia — e as diferenças podem ser grandes.
Os campeões de venda também são os mais fáceis de calcular errado. Os Estados Unidos, por exemplo, permitem no máximo 1 litro de álcool e 200 cigarros (ou 100 charutos). Se você ficou no exterior por menos de 48 horas ou viaja com muita frequência, o limite cai para 150 ml de álcool e perfumes com valor total de no máximo US$ 200.
O Reino Unido permite a entrada de 4 litros de destilados, 9 litros de vinho e 200 cigarros. Passou disso, fica de fora.
Rússia — até 5 litros de álcool e 200 cigarros. Qualquer excedente precisa ser declarado; em alguns casos, você paga imposto ou deixa a sobra com a alfândega.
Perfume parece inofensivo, mas há nuances. Em países europeus, produtos comprados no exterior não podem ultrapassar €430 quando se viaja de avião. Para menores de 15 anos, o limite é de €150.
Nos Estados Unidos, dentro da franquia geral (US$ 800), é permitido levar no máximo 150 ml de perfume.
E se um perfume ou loção tiver alto teor alcoólico, alguns países podem tratá‑los como bebidas alcoólicas.
Clássica armadilha: você compra uma garrafa no duty‑free e faz uma conexão em outro país. No próximo controle de segurança, a compra pode ser retida se não estiver na embalagem correta.
O que vale aqui: líquidos do duty‑free devem estar lacrados em um saco transparente com faixa vermelha (fornecido pela loja). Não abra a embalagem até o fim da viagem. Mesmo com o lacre intacto, inspeções acontecem — especialmente em países da UE.
— Confira as regras do seu destino. O site da alfândega ou da companhia aérea é um bom começo.
— Guarde o recibo e a embalagem original. Eles provam que o item foi comprado no duty‑free.
— Não abra as sacolas lacradas durante conexões. Isso é crucial ao voar via Europa ou Estados Unidos.
— Não exagere. Não vale apostar em “passar despercebido”.
Comprar em lojas duty‑free é prático e muitas vezes vantajoso. Mas isenção de imposto não é sinônimo de isenção de preocupação. Olhar as regras com antecedência poupa dinheiro, paciência e, com sorte, preserva seu achado preferido.