Descubra 5 hotéis únicos — Icehotel, Giraffe Manor e Treehotel — com experiências inesquecíveis, suítes criativas, arquitetura ousada e natureza. Inspire-se.
Viajar continua a surpreender: cada canto do planeta guarda a sua própria coleção de maravilhas. Na hora de escolher um hotel, cresce o desejo por algo além do quarto padrão — lugares que transformam uma noite em lembrança.
De castelos talhados em gelo a suítes abaixo da linha d’água, a hotelaria anda alongando a imaginação e convidando os hóspedes a mundos desenhados com cuidado. Essas estadias não entregam só a cama; criam cenários em que as preocupações se desfazem e a atmosfera assume o papel principal.
A seguir, cinco dos hotéis mais distintos do mundo — notáveis pela criatividade, pela arquitetura ousada e por experiências singulares. Cada um propõe uma aventura diferente, do tipo que permanece mesmo depois do check-out: Icehotel (Suécia), Giraffe Manor (Quênia), Treehotel (Suécia), Conrad Maldives Rangali Island (Maldivas) e The Manta Resort (Tanzânia).

Situado na pequena aldeia de Jukkasjärvi, no norte da Suécia, a cerca de 200 quilômetros além do Círculo Polar Ártico, o Icehotel fica às margens do rio Torneelven. No inverno, o rio congela e vira a fonte do material de construção.
Fundado em 1989 pelo artista e empresário Igor Emergren, o Icehotel foi o primeiro — e o mais famoso — hotel construído inteiramente de gelo e neve. A cada ano ele renasce: blocos são cortados do Torneelven e, todo inverno, uma equipe internacional de artistas e arquitetos desenha novas suítes e instalações.
O complexo reúne estruturas de gelo e neve — quartos, espaços abobadados, um bar e até uma capela. Cada suíte é única, com temas e traços criados por artistas convidados. Esculturas e detalhes de gelo fazem cada espaço parecer uma obra. O hóspede pode escolher entre quartos frios ou aquecidos, conforme a vontade de mergulhar no gelo ou optar pelo conforto clássico.
Além dos quartos, o hotel organiza um cardápio de atividades: passeios de trenó puxado por cães e de snowmobile pela paisagem nevada; esqui e snowboard nas redondezas; um ice bar que serve drinks em copos congelados; condições perfeitas para ver a aurora boreal; e oficinas de escultura no gelo para experimentar o cinzel. A sensação é de caminhar por uma galeria efêmera em que o frio vira parte do encanto.
O Icehotel recebe visitantes de dezembro a abril, quando as temperaturas mantêm as estruturas intactas. No verão, transforma-se em galeria de arte, exibindo criações do inverno anterior.
A popularidade pede planejamento. O hotel oferece pacotes com hospedagem, passeios e refeições, além de opções para casamentos e outros eventos. Em 2024, uma estadia de 10 noites para dois adultos em meados de julho parte de 152 mil rublos.

O Giraffe Manor ergue-se no bairro tranquilo e arborizado de Langata, em Nairóbi. Cercado por jardins e verde, mantém um ar de refúgio apesar do endereço urbano.
Construída em 1932 no estilo de um lodge escocês de caça, a mansão carrega marcas do passado colonial do Quênia. A elegante casa de dois andares tem 12 quartos com personalidade, equilibrando refinamento clássico e conforto moderno. Mobiliário antigo, arte e toques de cultura africana dão caráter, enquanto os gramados e jardins frondosos criam um clima romântico.
O grande espetáculo são as girafas-de-Rothschild residentes, que circulam pelo terreno e costumam espiar janelas e portas em busca de petiscos. Os hóspedes as alimentam com a mão — um encontro difícil de esquecer e que muda o humor do dia. Os cafés da manhã são especialmente disputados, quando rostos de pestanas longas podem aparecer ao lado da mesa.
Além do convívio com as girafas, o hotel propõe programas bem pensados: visitas ao orfanato de elefantes David Sheldrick; tempo no Giraffe Centre, com foco em educação e conservação; caminhadas tranquilas por trilhas próximas; e serviços de spa, incluindo massagens e tratamentos de pele.
Aberto o ano inteiro, o Giraffe Manor é mais procurado nas estações secas — de junho a outubro e de dezembro a março —, quando a viagem e a observação de vida selvagem ficam mais favoráveis. Como a demanda é alta, reservar com antecedência faz diferença. As diárias para um quarto duplo partem de 292 mil rublos.

O Treehotel fica na aldeia de Harads, no norte da Suécia, não longe da cidade de Luleo. Em meio a uma floresta cênica perto do rio Luleelven, oferece sossego e conexão direta com a natureza.
Aberto em 2010 por Kent e Britta Lindvall, o projeto nasceu da vontade de integrar-se à paisagem e, ao mesmo tempo, oferecer algo fora da curva: dormir em casas na árvore de design autoral. A inspiração veio do documentário sueco "The Tree Lover", um olhar sobre o papel da floresta e das árvores na vida humana.
Cada treeroom foi concebido por arquitetos escandinavos diferentes, formando uma pequena galeria de arquitetura: o Mirrorcube, com painéis espelhados que refletem a floresta até quase desaparecer; o The UFO, com silhueta de nave espacial bem-humorada; o Bird’s Nest, um ninho gigante de ramos; o The Cabin, um mirante moderno com vistas amplas da mata e do rio; o The Blue Cone, simples e acolhedor; e o The Dragonfly, um dos maiores espaços, que também pode receber reuniões. Entre as opções, há ideias que rendem silêncio e surpresa em igual medida.
O Treehotel funciona o ano todo. O verão traz o verde intenso e tempo na água; o inverno cobre a paisagem de neve e abre espaço para atividades de frio. Cada estação muda o clima — e as possibilidades. Para dois adultos, uma estadia de sete noites em meados de julho parte de 503 mil rublos.

O Conrad Maldives Rangali Island ocupa duas ilhas privadas no Atol Alifu Dhaalu. Um hidroavião privado leva os hóspedes do Aeroporto Internacional de Velana (Malé) em cerca de 30 minutos.
Aberto em 1997, o resort coleciona prêmios pelo padrão de luxo e pela forma inventiva de aproveitar o tempo livre. Integrante da rede Hilton, mira conforto de alto nível, harmonia com a natureza e experiências únicas. A combinação de sofisticação e mar turquesa raramente falha.
As duas ilhas — Rangali e Rangalifinolhu — são ligadas por uma ponte. O hóspede escolhe entre vilas contemporâneas acabadas com materiais naturais, como madeira e pedra. Algumas ficam na areia; outras se debruçam sobre a água, com vistas abertas para a lagoa.
A oferta é ampla: restaurantes, spa e bem-estar, snorkeling e mergulho, caiaque, esqui aquático e outros esportes no mar. Os passeios incluem pesca, observação de tubarões-baleia e visitas a ilhas próximas — uma maneira de ver um pouco mais das Maldivas além do deque da villa.
O resort recebe visitantes o ano inteiro. O período mais favorável vai de novembro a abril, quando o tempo costuma estar ensolarado e seco. No verão, pancadas rápidas podem aparecer e logo passar. Em 2024, uma estadia de 10 noites para dois adultos em meados de julho parte de 539 mil rublos.

O The Manta Resort fica em Pemba, parte do Arquipélago de Zanzibar, na Tanzânia. Manguezais, mar de cores vivas e vida marinha rica fazem da ilha um convite natural a amantes da natureza e do mergulho.
Aberto em 2008, o resort é conhecido pela sensação de isolamento e pelo apartamento subaquático único. A proposta gira em torno da imersão na natureza e no oceano, com alto padrão de conforto e serviço. Sustentabilidade e cuidado ambiental estão no centro — aqui, o luxo fala baixo e o mar dita o ritmo.
A hospedagem vai de vilas na praia à suíte subaquática. As beach villas ficam na areia, cercadas de verde, com vista aberta para o mar, e seguem um estilo tradicional com materiais naturais como madeira e pedra. Os garden rooms, entre jardins bem cuidados, privilegiam privacidade e silêncio, sem abrir mão do conforto. O apartamento subaquático é a estrela: distribuído em três níveis — um deque ao nível do mar, um lounge com banheiro sobre a água e um quarto submerso com janelas panorâmicas para o recife.
O resort recebe hóspedes o ano todo. As melhores condições costumam ocorrer de junho a outubro e de dezembro a março, ideais para praia e mergulho. Nas épocas de chuva (abril–maio e novembro), há pancadas possíveis, em geral pouco duradouras. As diárias variam de 35 mil rublos na baixa temporada a 118 mil rublos na alta temporada por pessoa.