Descubra a história e curiosidades de 8 ícones do mundo: Torre Eiffel, Coliseu, Taj Mahal, Grande Muralha, Machu Picchu, Gizé e Big Ben. Saiba mais.
O mundo transborda de lugares notáveis que atraem milhões pela personalidade, densidade histórica e riqueza cultural. Cada marco guarda uma narrativa sobre grandes civilizações, épocas definidoras e eventos que marcaram a humanidade. Não apenas enfeitam o planeta: despertam curiosidade e ampliam horizontes de quem viaja. A seguir, alguns dos pontos mais reconhecíveis da Terra — ícones de seus países e quase paradas obrigatórias em qualquer roteiro. Das ruínas antigas e palácios suntuosos às façanhas de engenharia contemporânea, cada um deles recompensa um olhar mais atento.

Erguida em 1889 a partir do projeto do engenheiro Gustave Eiffel, a Torre Eiffel tornou-se símbolo de Paris — e, por extensão, da França. Poucos lugares são tão fotografados, e não é difícil entender o motivo.
O que chama atenção:
A torre quase não nasceu em Paris: Eiffel apresentou a ideia primeiro às autoridades espanholas, que recusaram.
Seu desenho bebe na fonte da natureza. Os cálculos se inspiraram no trabalho do paleontólogo alemão Hermann von Meyer sobre a força do fêmur. A lógica “esquelética” traduziu-se com brilhantismo em arquitetura.
O vigarista Victor Lustig ficou célebre por afirmar que vendeu a torre duas vezes, aproveitando uma matéria de jornal sobre os altos custos de manutenção.
Por 40 anos, foi a estrutura mais alta do planeta, originalmente com pouco mais de 300 metros.
Tem uma cor patenteada e ganha nova pintura a cada sete anos.
Os nomes de 72 engenheiros, matemáticos e cientistas — contemporâneos de Eiffel — estão gravados na estrutura de ferro.
Fotografar a torre costuma ser permitido, mas a iluminação noturna é considerada uma obra separada, protegida por direitos autorais. Na França, publicar imagens noturnas da torre é proibido, com penas que podem chegar a cinco anos de prisão e multas de até €0,5 milhão.

Inaugurado em 80 d.C., o Coliseu é o maior anfiteatro da Roma antiga. Palco de combates de gladiadores e espetáculos de massa, segue como um dos monumentos mais significativos — e melhor preservados — da arquitetura romana.
Detalhes que contam:
O imperador Vespasiano ordenou a construção por volta de 70 d.C. no centro de Roma. Seu filho Tito o inaugurou em 80 d.C., com 100 dias de jogos, chamando-o de Anfiteatro Flaviano. O nome “Coliseu” viria depois.
Após o Grande Incêndio de 64 d.C., Nero ergueu a Domus Aurea com um lago artificial. Depois de sua morte, o lago foi aterrado, e o Coliseu nasceu ali.
Com 157 pés de altura, 510 de largura e 615 de comprimento, sua elipse fazia dele a maior arena do mundo. Oitenta pórticos aceleravam a entrada do público.
Na abertura, em 80 d.C., cerca de 9.000 animais foram mortos. Caçadas e lutas contra feras ao longo dos anos levaram à morte de dezenas de milhares, entre hipopótamos, leões, tigres, ursos e elefantes.
Em 2013, o bilionário Diego Della Valle destinou US$ 33 milhões para restauração e um centro de visitantes com café. Em 2015, o ministro da Cultura Dario Franceschini prometeu US$ 20 milhões para reparar o piso da arena.

Presente da França aos Estados Unidos em 1886, a Estátua da Liberdade ergue-se na Ilha da Liberdade, no porto de Nova York, encarnando ideais de liberdade e democracia — um emblema americano reconhecido em qualquer lugar.
Vale notar:
Concebida pelo escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi e construída na França, foi combinada a um pedestal projetado pelo arquiteto americano Richard Morris Hunt, erguido nos EUA.
Seu nome completo — Liberty Enlightening the World — foi dado pelos criadores franceses e adotado pelo público americano.
No início, a tocha funcionava como farol para navios que entravam no porto. Nos anos 1980, foi substituída e fechada a visitantes.
A estátua era de cobre brilhante; com o tempo, oxidou até ficar verde. Escureceu no começo do século XX e, nos anos 1980, recobrou o tom esverdeado que conhecemos.
Em julho de 1916, um raio atingiu e danificou a tocha, que ficou anos em reparo. Marcas desse impacto ainda são visíveis.

Encomendado no século XVII pelo imperador Shah Jahan em memória de sua esposa, Mumtaz Mahal, o Taj Mahal é uma obra-prima da arquitetura islâmica. O mausoléu de mármore branco é celebrado pela simetria e pela serenidade luminosa.
Detalhes que ficam:
O mármore, incrustado de pedras preciosas, muda com a luz — branco de dia, rosado ao pôr do sol, prateado ao luar — comparado muitas vezes às emoções de Shah Jahan por Mumtaz. O rio Yamuna ajuda a manter a alvenaria úmida e resistente, e as fundações de madeira dependem da presença do rio. Sem ele, a estrutura poderia sucumbir; autoridades adotaram medidas de proteção.
Os materiais chegaram trazidos por mais de mil elefantes, vindos de várias partes da Índia e do Oriente Médio. Concluído em 1648, o conjunto empregou cerca de 22 mil trabalhadores. O arquiteto-chefe é incerto — costuma-se sugerir Ustad Ahmad. Foram usadas 28 variedades de pedras preciosas, oriundas do Tibete, da China, do Sri Lanka e da Índia.
O Taj é célebre pela simetria: quatro lados idênticos, com uma exceção — as tumbas de Shah Jahan e Mumtaz diferem em tamanho e altura. A poluição amarelou o mármore; restauradores usam uma lama especial, o multani mitti, para limpá-lo.
Inscrições caligráficas do Alcorão ornamentam o complexo, incluindo 99 nomes de Alá no túmulo de Mumtaz. Shah Jahan pretendia erguer um Taj Negro na margem oposta do Yamuna, mas foi aprisionado pelo filho e acabou sepultado ao lado de Mumtaz.

Estendendo-se por milhares de quilômetros no norte da China, a Grande Muralha foi erguida para repelir incursões de povos nômades. Continua como uma das façanhas mais ousadas da engenharia antiga — um testemunho da perseverança e engenhosidade do país.
Pontos essenciais:
Não é uma barreira contínua, mas uma rede de muros e fortificações construída ao longo de séculos. Trechos iniciais remontam a mais de 2.000 anos, ao período dos Reinos Combatentes (475–221 a.C.), muitas vezes de terra socada para defender estados rivais. Com a unificação, essas defesas foram conectadas e reforçadas até formar a Muralha que conhecemos.
É o maior muro do mundo, com mais de 13.000 milhas. Para comparar, de Nova York a Los Angeles são pouco mais de 2.700 milhas. A Muralha foi pensada para proteger a China de incursões nômades e para marcar uma fronteira nítida com o exterior.
A ideia de que é visível do espaço é mito. Astronautas podem avistá-la da órbita baixa, mas não da Lua.
Erguida em grande parte à mão, com ferramentas simples, começou a ser construída há mais de dois milênios. Camponeses e soldados trabalharam nela por gerações.
Majestosa não quer dizer indestrutível. Erosão, terremotos e a ação humana cobram seu preço. A restauração é contínua, e a Muralha ainda exige cuidado constante.

Instalada nos Andes, a mais de 2.400 metros acima do nível do mar, Machu Picchu — cidadela inca esquecida por séculos — voltou à luz em 1911. A pedra parece brotar da própria montanha.
Pontos intrigantes:
Erguida em cerca de 80 anos no fim do século XV — boa parte em apenas 30 —, a cidade foi construída sem a roda. Os blocos de pedra foram transportados à mão e no lombo de lhamas.
A mais de 2,4 quilômetros de altitude, o terreno é pobre para a agricultura, e ainda assim os incas domaram a geografia com sistemas de irrigação e drenagem que sustentaram a vida urbana.
Depois do século XV, Machu Picchu saiu de cena até Hiram Bingham apresentá-la ao mundo em 1911. Mistérios persistem: como ergueram blocos de 50 toneladas e garantiram água e alimentos em tal altura ainda inspira debate.
Em 2007, foi eleita uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo — lista que também inclui a Grande Muralha, Petra (Jordânia) e o Cristo Redentor (Rio de Janeiro).

Incluindo a Grande Pirâmide de Quéops, as pirâmides de Gizé figuram entre os monumentos mais antigos e impressionantes da história. Construídas há cerca de 4.500 anos, serviam como tumbas reais.
Detalhes instigantes:
O Egito reconhece sete pirâmides principais, número que estudiosos associam à imagem divina de Osíris. Na crença egípcia antiga, Osíris — senhor do além — recebia o morto às sete da noite; depois, ele passava por sete salas e sete portões. Sendo tumbas, o número das pirâmides carrega um simbolismo rigoroso.
Há cerca de 140 pirâmides no Egito, em sua maioria de blocos de calcário unidos por uma argamassa cuja composição permanece desconhecida. A alvenaria em Gizé é tão precisa que, entre alguns blocos, não cabe sequer uma agulha.
A Grande Pirâmide de Quéops pesa algo como cinco milhões de toneladas — o equivalente a cerca de 700 Torres Eiffel. Com o tempo, cedeu oito metros, como outras pirâmides. Pesquisadores acreditam que uma única pirâmide levava décadas, não séculos, para ficar pronta. Diz-se que a de Quéops foi erguida em 20 anos por cerca de 100 mil trabalhadores, em sua maioria remunerados e não escravizados.
A geometria e a astronomia impressionam: ao dividir o perímetro por duas vezes a altura, chega-se a pi. Cada face se alinha com precisão aos pontos cardeais.
A de Quéops é a única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo ainda de pé. Suas faces já foram revestidas por calcário polido, que brilhava como uma pedra lapidada.
No interior há um complexo sistema de túneis cuja finalidade ainda é incerta. Alguns corredores são estreitos demais para ventilação ou passagem humana. As lendas de maldições costumam ser exageradas — os casos de morte atribuídos a “maldição” foram, na verdade, intoxicações por fungos tóxicos. Os labirintos existem e são perigosos; mais de um pesquisador perdeu a vida ao se perder ali.

O campanário do Palácio de Westminster é quase um sinônimo de Londres. Oficialmente batizada de Torre Elizabeth, a estrutura é conhecida pelo apelido “Big Ben” — muitas vezes usado tanto para a torre quanto para o grande sino.
Vale lembrar:
Estritamente falando, Big Ben é o Grande Sino de Westminster, o maior dos seis sinos do Palácio. Muita gente chama todo o relógio de Big Ben, mas o nome pertence ao sino de 13 toneladas que fica lá dentro.
Desde 2012, a torre chama-se oficialmente Torre Elizabeth, em homenagem à rainha Elizabeth II.
O sino pesa mais de 13 toneladas e integra o maior relógio do mundo com quatro faces em funcionamento. Ele marca o tempo desde 31 de maio de 1859 — e segue em excelente forma.
Com 316 pés, a torre era a estrutura mais alta de Londres quando foi concluída, em 1859. Os quatro mostradores têm 23 pés de diâmetro e iluminam-se à noite. O mecanismo funciona com pesos, enrolados manualmente a cada semana. O relógio parou apenas uma vez — depois que um trabalhador deixou cair um martelo na engrenagem.
O arquiteto Augustus Pugin projetou a torre e também os interiores do Palácio de Westminster. Durante a Segunda Guerra Mundial, a torre serviu de referência de navegação para bombardeiros alemães, resistiu aos ataques e permaneceu de pé.