Como economizar em passagens, hospedagem, comida e passeios

Guia para viajar barato: dicas práticas para gastar menos
© A. Krivonosov

Aprenda a viajar barato: passagens em conta, hospedagem acessível, comida econômica, transporte e passeios. Economize sem perder conforto. Com dicas práticas.

Viajar é uma das formas mais gratificantes de ampliar o olhar, conhecer novas culturas e colecionar lembranças que ficam. O lado menos encantador é conhecido: passagens, hospedagem, refeições e lazer podem virar uma conta pesada e travar a viagem antes mesmo de começar. Este guia mostra como aparar gastos sem abrir mão de conforto nem do prazer da descoberta — como escolher opções em conta, encontrar estadias acessíveis, economizar em transporte e comida e aproveitar serviços e programas de fidelidade. Com um pouco de planejamento, dá para sair com mais frequência gastando menos.

Como encontrar passagens baratas

aeroporto
Leonrid, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

O primeiro corte vem no bilhete. Tarifas de trem costumam sair mais baratas que voos. Vale reservar assentos com antecedência nas rotas concorridas, que esgotam rápido, e há ainda uma rede de segurança: se surgirem opções mais em conta perto da data, os bilhetes de trem podem ser devolvidos até seis horas antes da partida. Famílias também economizam com descontos infantis.

As passagens aéreas variam mais. Os preços oscilam conforme o dia da semana e até o horário: saídas noturnas e vespertinas tendem a custar menos que voos diurnos. Comprar no começo da semana aumenta as chances de um bom negócio, e muitas companhias lançam descontos no fim de semana e na segunda-feira. Como as condições mudam de empresa para empresa, planejar com alguns meses de antecedência e acompanhar as ofertas geralmente compensa.

Viajar de carro pode ser a escolha mais econômica — especialmente em trajetos longos com prováveis conexões. Em muitos casos, o automóvel também vence em tempo e conforto, um argumento difícil de ignorar quando o orçamento conta.

Passeios em grupo

pessoas em um barco fluvial
Arnie Papp, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

Outra forma de manter os custos sob controle é considerar passeios em grupo. Ao reservar por uma agência privada pequena, com grupos de até oito pessoas, o preço costuma cair. De quebra, os guias montam roteiros inteligentes, e você chega a lugares que sozinho dificilmente descobriria.

Se a ideia é ver muito em pouco tempo, não se incomodar com um grupo por volta de 30 viajantes e não tiver tempo para planejar, um clássico circuito de ônibus faz sentido — por exemplo, um giro pelas cidades do Anel Dourado. Fora de temporada em Sochi, é fácil achar pacotes que incluem voo e hotel e, ao chegar, o tempo é todo seu para usar como quiser.

Planejamento e reservas

piscina de hotel
Шухрат Саъдиев, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

A hospedagem é onde escolhas inteligentes somam. Alugar um apartamento costuma sair mais barato que hotéis ou casas — especialmente vantajoso para grupos maiores. Se um apartamento não for uma opção, compare as diárias em agregadores, no próprio site do hotel e, se existir, no aplicativo. As diferenças podem chamar atenção.

Reservar cedo é melhor. Alguns resorts e operadoras fazem promoções de compra antecipada com descontos que chegam a 50%. Viajando com crianças? Verifique se as regras do hotel permitem um quarto para toda a família. Incluir uma cama extra num quarto simples geralmente sai mais em conta do que pagar por dois quartos. Vale também perguntar sobre o café da manhã: se houver, pagar por ele pode poupar tempo e dinheiro que seriam gastos caçando opções pela manhã. Em alguns casos, crianças tomam café gratuitamente — bom esclarecer antes.

Se você vai de carro e não precisa de um endereço central, procure nos subúrbios ou numa cidade pequena próxima. Os preços podem cair bastante, e o deslocamento costuma levar só 15–20 minutos.

Como economizar na comida

cafeteria
The Charles I Coffee Shop by Trevor Rickard, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

A comida rende outra economia fácil. Prefira cafés pequenos e barraquinhas de rua onde os moradores comem. Você prova a essência do lugar e gasta menos por isso. Ficar em um apartamento com cozinha reduz a conta ainda mais se preparar parte das refeições.

Em passeios longos ou dias de deslocamento, leve um lanche. Manter um pequeno suprimento — castanhas, palitos de cenoura ou algo do tipo — ajuda a evitar compras por impulso. Dá até para reduzir gastos com comida participando de oficinas gratuitas. Em grandes cidades, os almoços executivos dos cafés costumam ter ótima relação custo-benefício. E, para algo fora do comum, vale procurar refeitórios em embaixadas — uma opção exótica que tende a existir nas grandes cidades.

Atividades e deslocamentos

pessoas em um tour guiado
Frolzart, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Para segurar os gastos com lazer, procure walking tours gratuitos e audioguias — são comuns em grandes cidades e fáceis de achar em uma busca. Muitos museus têm dias de entrada livre; confira nos sites oficiais, normalmente nas seções de programação ou preços.

Nos traslados — do aeroporto ou da estação ao hotel, por exemplo — o transporte público costuma ser a melhor escolha. Ônibus ou metrô podem custar pelo menos dez vezes menos que um táxi. Se estiver em grupo, alugar um carro para toda a estadia e dividir a conta pode fazer os números trabalharem a seu favor.