Descubra as pontes icônicas de Da Nang, no Vietnã: a Ponte do Rio Han que gira à noite e a Ponte do Dragão que solta fogo e água. Dicas de horários e visita.
A cidade vietnamita de Da Nang é muito mais do que um refúgio à beira-mar. Aqui, as pontes têm papel de protagonistas no cotidiano. Elas não apenas levam pessoas de uma margem à outra; atraem visitantes, moradores e quem se interessa por cidades contemporâneas. Duas se destacam especialmente: uma gira para abrir passagem, a outra cospe fogo.
Uma das travessias mais conhecidas de Da Nang, a Ponte do Rio Han, é a primeira no Vietnã construída pelos próprios vietnamitas. Inaugurada em 2000, rapidamente virou símbolo do crescimento e da autoconfiança da cidade.
Ela se estende por quase 488 metros e traz como marca registrada um tabuleiro giratório que permite a passagem de navios. O vão gira à noite — nos dias úteis por volta de 1h–2h, e nos fins de semana por volta de 23h. A rotação lenta virou atração local, e muita gente vai de propósito para assistir; é daquelas cenas em que é difícil não parar para olhar.
Essa ponte também alterou o ritmo da cidade: ajudou a impulsionar a atividade na margem do rio voltada para o mar.
A Ponte do Dragão é puro espetáculo sobre a água. Moldada como um grande dragão dourado e com 666 metros de extensão, ela comporta seis faixas de tráfego. Toda sexta, sábado e domingo, às 21h, o show começa: o dragão expele fogo e depois lança jatos de água.
A ideia tem raízes na tradição vietnamita, em que o dragão representa força, prosperidade e boa sorte. Para além da encenação, a ponte caiu no gosto de quem viaja e virou cartão de visita de Da Nang — não por acaso.
Em Da Nang, pontes não são apenas infraestrutura. São lugares para ficar um pouco, tirar fotos ou simplesmente caminhar. Ao cair da tarde, a iluminação transforma a paisagem do rio em um espetáculo de luz.
A Ponte do Rio Han pode parecer modesta, mas é difícil imaginar a Da Nang de hoje sem ela — a travessia estimulou o surgimento de novos bairros. Já a Ponte do Dragão dá à cidade um rosto distinto e contemporâneo.
Claro, todo esse apelo vem com limitações práticas. Quando a Ponte do Rio Han gira, o trânsito é interrompido. E o show do dragão pode ser cancelado se houver chuva ou ventos fortes.
Há poucas informações públicas sobre manutenções recentes. Ainda assim, pela proximidade com o mar, é razoável supor que exijam cuidados constantes: o ar salgado e a umidade castigam metal e pintura.
Essas pontes estão entranhadas no cotidiano. Funcionam como emblemas, referências e pontos de encontro naturais.
A Ponte do Rio Han simboliza utilidade e desenvolvimento; a Ponte do Dragão, beleza e emoção. Juntas, mostram como ideias de engenharia podem redesenhar uma cidade e torná-la cativante não só para os moradores, mas também para quem vem de fora.