13:45 28-11-2025
Ultra all-inclusive: promessas, limites reais e dicas para reservar
Entenda o que realmente inclui o ultra all-inclusive: bebidas, comida e serviços. Veja dicas para escolher hotéis, evitar custos extras e frustrações na viagem
Já ouviu falar em “ultra all-inclusive”? À primeira vista, soa como um sonho: comida e bebida a qualquer hora, entretenimento incluído, nada de cobranças inesperadas. A proposta é simples — chegar, fazer check-in e relaxar. Só que, na prática, o cenário muitas vezes diverge. Cresce o número de viajantes que percebe, por trás do brilho das promessas, um pacote que nem sempre cumpre o que sugere.
O que exatamente é o “ultra all-inclusive”?
É uma versão turbinada do all inclusive tradicional. Em tese, reúne bebidas importadas, cardápio mais amplo, serviços cortesia como spa e acesso quase 24 horas a tudo isso. Idealmente, o hóspede não deveria colocar a mão no bolso para nada.
Na vida real, porém, cada hotel define o que esse “ultra” cobre. E é aí que começam os atritos.
Promessas vistosas, entrega limitada
O ponto mais sensível costuma ser o álcool. Anúncios dão a entender que haverá rum, licores e tequila importados no bar, mas, ao chegar, hóspedes relatam encontrar apenas destilados locais — e nem sempre dos mais saborosos. Quando as bebidas importadas existem, muitos contam que ficam restritas a um único bar e em horários específicos.
Com a comida, a história se repete. A comunicação sugere que dá para beliscar a qualquer momento, mas, depois das nove da noite, o que aparece são sanduíches e sopa instantânea. Em alguns hotéis, não há serviço noturno de alimentação.
Somam-se a isso as “surpresas” pagas à parte. Mesmo com o plano ultra, não é raro turistas desembolsarem por aluguel de quadra de tênis, uso do spa ou até café da máquina — itens que não ficaram claros de antemão.
O que relatam os viajantes
Um exemplo recorrente aparece em avaliações de um hotel no balneário turco de Belek. Hóspedes relataram quartos sujos, menu quase sem variação e coquetéis que lembravam água açucarada com traços de álcool. Disseram também que a equipe não conseguia explicar com precisão o que o pacote ultra realmente incluía. Há relatos semelhantes em outros lugares: gente que chegou esperando uma estadia fluida e encontrou algo bem diferente.
Como evitar frustração
Primeira regra: não se guie só pelo marketing. Antes de reservar, vale:
— Ler avaliações recentes em plataformas independentes (por exemplo, TripAdvisor).
— Perguntar à sua operadora de turismo exatamente o que o pacote inclui.
— Verificar quais marcas de bebidas alcoólicas o hotel serve.
— Confirmar se há comida disponível de madrugada e quais serviços são realmente gratuitos.
E, se o preço soar bom demais, desconfie.
No fim das contas
“Ultra all-inclusive” impressiona no nome, mas pode ser apenas um all inclusive comum embalado com uma etiqueta mais chamativa. Não existe uma lista padrão do que deve entrar; cada hotel cria as próprias regras.
Cheque tudo duas vezes antes de ir. Caso contrário, a viagem imaginada pode virar desgaste fácil de evitar. Alguns minutos de pesquisa valem mais do que passar as férias caçando o tal do “ultra”.