13:35 27-11-2025
O que fazer se a operadora de turismo falir: passo a passo
Descubra como agir se a operadora faliu: documentos, pedido à seguradora, ajuda da Turpomoshch e checagem no Rostourism. Passos para reembolso e retorno seguro.
Imagine a cena: você reservou um pacote, arrumou a mala, fazia a contagem regressiva para as férias — e, de repente, descobre que a operadora faliu. O dinheiro já foi, os planos ficam trêmulos e a viagem entra em suspensão. Sem pânico. Aqui vai um roteiro claro e direto, baseado nas orientações atuais de sites oficiais e portais de viagem.
Como perceber que a operadora está com problemas
Se a empresa para de responder, cancela saídas ou começam a surgir relatos preocupantes, encare como um sinal de alerta. Dá para confirmar se o problema é real no registro de operadoras do site da Rostourism. Lá estão os dados oficiais: se a companhia está em atividade, se possui seguro e se faz parte do sistema Turpomoshch.
O que fazer primeiro
Reúna imediatamente todos os documentos: contrato, recibos, comprovantes de pagamento e a troca de mensagens com a operadora ou a agência. Se a compra foi por meio de uma agência, envie um pedido formal pedindo esclarecimentos. A agência pode ajudar, mesmo não sendo responsável direta pelas obrigações da operadora. Na prática, um dossiê organizado pesa a seu favor.
Dá para reaver o dinheiro?
Na maioria dos casos, sim. As operadoras são obrigadas a ter seguro para situações assim. Encontre a seguradora no registro e apresente a reclamação, anexando toda a documentação.
As análises costumam levar cerca de um mês. Se a seguradora negar ou pagar menos do que você gastou, é possível recorrer à Justiça. Demora mais, mas funciona.
Se você já estiver viajando
Se você já estiver no destino e descobrir a falência da empresa, mantenha a calma. Se a operadora fizer parte da associação Turpomoshch, há como obter ajuda para voltar para casa. Entre em contato com a organização e informe que foi afetado pela falência.
Se você precisou pagar a mais por hotel e passagens
Às vezes o viajante acaba bancando hotel, alimentação ou o voo de retorno. Guarde cada recibo. Esses gastos podem entrar no pedido à seguradora ou em uma ação judicial. Também é possível tentar pedir compensação por férias arruinadas.
Como evitar na próxima
Empresas às vezes fecham de forma abrupta — especialmente em tempos difíceis, por crise, sanções ou queda na demanda. Ainda assim, dá para reduzir o risco:
— sempre verifique a empresa no registro da Rostourism;
— confira quem é a seguradora da operadora e qual o valor segurado;
— se possível, faça um seguro ampliado que cubra a impossibilidade de viajar;
— desconfie de ofertas baratíssimas de empresas pouco conhecidas.
Em resumo
Se a operadora faliu, é desagradável, mas não é o fim da linha. O essencial é agir rápido, guardar os documentos e falar com quem resolve: seguradora, agência, Turpomoshch ou o Judiciário. Assim, dá para reaver ao menos parte do dinheiro — e, em alguns casos, até o valor integral do pacote perdido.