13:32 26-11-2025
Lugares mais arriscados para turismo extremo: Everest, Chernobyl, Amazônia e mais
Explore o mapa do turismo extremo: Everest, Chernobyl, Kamchatka, Amazônia, Death Road, Vale da Morte e Grande Buraco Azul. Riscos reais e dicas de segurança.
Enquanto muitos viajantes estendem a toalha na areia, há quem escolha deliberadamente destinos onde o risco não é defeito, mas parte do roteiro. Perseguir sensações que roçam o perigo virou um novo tipo de férias. O contingente disposto a trocar conforto por uma descarga de adrenalina só cresce — e o mapa desses circuitos é amplo: de desertos abrasadores a passos gelados, de zonas radioativas a cavernas submersas.
Everest: um cume onde a adrenalina corre ao lado da morte
Quando o assunto é o auge do turismo extremo, o Everest ocupa o topo por motivos óbvios. O ponto mais alto do planeta alimenta há muito as ambições de milhares de alpinistas, embora o caminho esteja cheio de ameaças bem reais. Mal de altitude, avalanches, mudanças bruscas de tempo e gargalos em cristas estreitas fazem parte da escalada. Em 2023, mais de mil pessoas tentaram, cerca de 600 pisaram no cume e 12 alpinistas morreram. A conta também assusta: em média, cerca de US$ 100 mil.
Chernobyl: turismo na esteira da catástrofe
O silêncio inquietante da Zona de Exclusão continua a atrair visitantes do mundo todo. Desde que a série Chernobyl devolveu o desastre aos holofotes, o fluxo turístico cresceu: em 2024, mais de 100 mil pessoas foram até lá, e desde 2022 a visitação subiu 20%. Operadoras destacam que, nas áreas controladas, os níveis de radiação são considerados seguros desde que se sigam as instruções.
Kamchatka: natureza bruta no fim do mapa
A península de Kamchatka oferece cenários de tirar o fôlego e, ao mesmo tempo, segue como um dos cantos mais inacessíveis da Rússia. Gêiseres, vulcões ativos, ursos e a quase total ausência de sinal de celular em boa parte do território são o padrão para quem se aventura por lá. A natureza é magnífica e temperamental: emissões vulcânicas, oscilações bruscas de temperatura e avalanches não são raridade. Ainda assim, a cada temporada chegam novos viajantes, pouco impressionados pela logística — ou pelos riscos.
Amazônia: selvagem, imprevisível, irresistível
A Amazônia não é apenas um oceano verde de copas, mas um teste real de resistência. Fauna venenosa, insetos agressivos e doenças letais como malária e dengue fazem parte do pacote. Em muitos roteiros, turistas dependem inteiramente da experiência dos guias locais. Mesmo assim, o interesse avança: projeta-se para 2025 um aumento de 10% no turismo.
Estrada da Morte, na Bolívia: zero margem para erro
Oficialmente chamada de Estrada de Yungas, há muito ficou conhecida simplesmente como Estrada da Morte. A estreita serpentina de cerca de 60 quilômetros liga La Paz, capital boliviana, às terras baixas dos Yungas. Por décadas, centenas de pessoas morreram ali todos os anos — de motoristas de ônibus a ciclistas em busca de emoção. Apesar dos riscos, desde os anos 2000 a rota virou um ímã para praticantes de mountain bike.
Vale da Morte: um parque nacional escaldante
O Vale da Morte, na Califórnia, está entre os lugares mais quentes do planeta. Mesmo com temperaturas de verão que ultrapassam 54 °C, cerca de 1,5 milhão de pessoas o visitam por ano. O apelo é claro: salinas, dunas e cânions de cores vivas. Mas é a natureza que dita as regras — desidratação, insolação e panes mecânicas podem transformar um passeio em prova de sobrevivência. Equipes do parque resgatam visitantes com frequência, embora nem sempre a ajuda chegue a tempo.
O Grande Buraco Azul: o chamado das profundezas
Na costa de Belize fica uma maravilha natural — o Grande Buraco Azul, um dos sítios mais cobiçados por mergulhadores. No último ano, o número de visitantes cresceu 25%. Cavernas submersas, estalactites e água cristalina compõem o fascínio. Mas está longe de ser programa para iniciantes: correntes fortes, variações perigosas de pressão e o risco de desorientação transformam o mergulho em provação.
O que isso tudo revela?
As viagens extremas há muito deixaram de ser nicho. Cada vez mais gente aceita correr riscos para se sentir genuinamente viva — num glaciar, na selva ou entre ruínas radioativas. Parte é vontade de se testar; parte, a busca por experiências que resorts all-inclusive não entregam.
Nesse sentido, o mapa global dos caçadores de adrenalina se parece cada vez mais com um quadro de sobrevivência. Não há zonas de Wi‑Fi nem drinks com guarda-chuva por aqui — só outras referências: o fôlego de um vulcão, o urro de um urso ou o estrondo da arrebentação que pode mascarar um perigo mortal. E, mesmo assim, eles continuam voltando.