13:46 12-01-2026
Adivinhação de Ano Novo na Europa: estanho, banitsa e esperança
Descubra tradições de Ano Novo na Europa: adivinhação com metal derretido na Finlândia e banitsa na Bulgária, além de costumes na Alemanha e Áustria.
Com a chegada do Ano Novo por toda a Europa, as pessoas — tal como noutros lugares — procuram um vislumbre do que as espera. Os métodos variam: há quem recorra a metal derretido, outros a pratos festivos com mensagens escondidas. Por mais invulgares que pareçam, estes rituais fazem mais do que entreter; entram no tecido das celebrações em família.
Eis as tradições de adivinhação de Ano Novo que continuam vivas no continente — e o que muitos escolhem ler nelas.
Finlândia: um vislumbre do futuro numa gota de estanho
Na Finlândia, na véspera do Ano Novo, cumpre-se um dos rituais locais mais conhecidos. Um pequeno pedaço de estanho — às vezes alumínio ou cera — é derretido e despejado em água fria. O choque térmico molda-o em formas caprichosas. É aí que a diversão começa: ao interpretar os contornos, tentam adivinhar o que o ano seguinte poderá trazer.
Se surge um coração, aponta para o amor; um barquinho sugere viagem. A leitura fica ao critério de quem observa, e o essencial é o prazer partilhado.
No passado usava-se chumbo; hoje, materiais mais seguros tomaram o lugar.
Embora o costume tenha chegado à Finlândia de outras paragens europeias, ganhou ali especial popularidade, e muitas famílias mantêm-no a cada virada do ano.
Bulgária: sortes escondidas numa banitsa
Na Bulgária, o futuro lê-se à mesa. No banquete, destaca-se a banitsa, uma tarte feita por camadas de massa. No interior, colocam-se antecipadamente pequenos bilhetes com desejos ou previsões bem-humoradas.
Cada pessoa recebe uma fatia com surpresa. Às vezes esconde-se uma moeda; quem a encontra fica prometido a sorte para todo o ano.
Os bilhetes podem apontar para tudo — sucesso no trabalho, saúde, amor ou uma viagem. É um jogo leve que envolve toda a gente e encanta miúdos e graúdos.
Onde mais metal encontra água
À semelhança do ritual finlandês, versões de verter metal surgiram noutros pontos da Europa, como a Alemanha e a Áustria. Também aí, em tempos, se deitava chumbo derretido na água e interpretavam-se as formas resultantes. Hoje o costume é menos comum, mas em alguns lugares ainda é lembrado e recuperado nas festas.
Porque importa
À primeira vista, estas brincadeiras de adivinhação parecem apenas entretenimento. Na prática, exprimem a vontade de entrar no novo ano com esperança. Ri-se, trocam-se palpites, pondera-se o que poderá acontecer. Essa curiosidade partilhada aproxima as famílias, levanta o ânimo e torna a celebração mais calorosa — talvez esteja aí a razão de seguirem tão presentes.
Muitas dessas tradições também se adaptaram: o metal muitas vezes dá lugar à cera, as piadas escondidas nas tartes são escolhidas tendo a idade em conta, e a superstição cede espaço ao humor suave e a votos generosos.