09:31 03-01-2026
Kaoar e os oásis do Deserto de Ténéré no Níger: Bilma e Dirkou
Descubra Kaoar no Deserto de Ténéré, no Níger: a cadeia de oásis de Bilma a Dirkou, onde se extraem sal, cultivam tâmaras e encontram água e descanso.
No leste do Deserto de Ténéré, em pleno coração do Saara, existe um lugar surpreendente — Kaoar. Não é cidade nem aldeia, mas uma cadeia de oásis encostada à base de um planalto arenoso. Onde as dunas parecem não ter fim, o verde irrompe — junto com água e vida.
Onde fica Kaoar e o que é
Kaoar é uma longa faixa de oásis no nordeste do Níger, perto das fronteiras com a Líbia e o Chade. Ali se alinham pequenos povoados como Bilma, Dirkou, Aney e Séguédine. Podem parecer modestos ao lado das grandes cidades, mas, num território tão árido, o peso que têm é notável.
Os oásis existem graças ao relevo. Uma escarpa elevada protege a área da areia, e a humidade acumula-se no sopé. Crescem ali tamareiras, ao lado de poços e pequenas hortas. Em conjunto, tornam a vida possível onde a água tem o maior valor.
Bilma: um oásis de sal e tâmaras
Bilma é um dos oásis mais conhecidos de Kaoar. Produzem-se ali sal e natrão (um sal mineral usado no dia a dia e na medicina). Também se cultivam tâmaras — essenciais tanto como alimento quanto como produto de venda.
No passado, grandes caravanas de camelos carregadas de sal partiam de Bilma. Hoje são raras, mas a extração de sal continua a ser um alicerce da vida local.
Dirkou: um caminho pelo deserto
Dirkou é outra localidade importante nessa cadeia de oásis. Mais ao norte, foi historicamente ponto de paragem para quem atravessava o deserto. Agora, vê não só carga, mas também pessoas a caminho de outros países, o que a torna um ponto notável nas rotas de migração.
Por que esses oásis importam
Os oásis de Kaoar não são apenas manchas bonitas no meio da areia. Num clima tão seco e quente, transformam-se em linhas de vida — lugares para encontrar água, comida e descanso. Por isso, esses povoados têm relevância para o país como um todo, tanto para a sobrevivência quanto para a economia.
Com o clima em mudança e mais gente a cruzar o deserto, esses lugares podem ganhar ainda mais peso. A atenção tende a concentrar-se neles primeiro — para prestar ajuda e para proteger a natureza.
Kaoar mostra como as pessoas conseguem seguir em frente mesmo nas condições mais duras. As tâmaras continuam a ser cultivadas, o sal continua a ser extraído, e as tradições passam de geração em geração. Os oásis resistem entre as areias, lembrando que, mesmo no coração do deserto, a vida persiste.