01:28 01-01-2026
Metrôs abandonados pelo mundo: estações fantasma e túneis ocultos
Descubra estações fantasma e túneis de metrô abandonados em Paris, Cincinnati e Londres. Motivos dos fechamentos e o fascínio dos exploradores urbanos.
Em muitas cidades do mundo, logo abaixo das ruas agitadas, há túneis ocultos, estações e trechos inteiros de metrô onde o público nunca põe os pés. Alguns foram fechados há muito tempo; outros jamais chegaram a funcionar. Cercados de sigilo e, em geral, fora dos roteiros turísticos — ainda assim, o fascínio é inegável. Não surpreende que a curiosidade não tenha diminuído.
O que são esses lugares?
Quando se fala em mundos subterrâneos, muita gente imagina cidades extensas sob a superfície. A realidade é mais simples — e, de certo modo, mais instigante. São trechos antigos, inacabados ou desativados de metrô, túneis abandonados, antigas catacumbas e até pedreiras. A maioria está fora de uso há anos, e as informações oficiais são escassas. Um mapa abrangente e atualizado do último ano, ao que tudo indica, não existe.
Mesmo assim, dá para afirmar algumas coisas.
Paris: estações que não aparecem no mapa
O metrô de Paris abriga várias “estações fantasma”. Porte Molitor e Haxo, por exemplo, foram construídas, mas nunca abriram ao público. A primeira estava ligada a um pátio técnico; a segunda deveria conectar duas linhas, o que nunca aconteceu. Turistas não entram, e essas estações costumam nem constar nos mapas do sistema.
Cincinnati, EUA: o metrô que nunca circulou
Na década de 1920, Cincinnati começou a construir um metrô. O projeto era ambicioso, mas o financiamento não foi suficiente e a obra travou. Túneis e estações permanecem sob a cidade — totalmente erguidos, sem jamais receber um único trem. Hoje, o acesso é em grande parte restrito, com raras visitas guiadas.
Londres: labirintos subterrâneos
Sob Londres há bem mais do que as linhas usuais do Tube. Existem estações antigas, passagens lacradas e túneis fora de serviço há muito tempo. Alguns viraram espaços de armazenamento ou cenários de filmagem. A maioria, porém, continua proibida ao público.
Por que foram abandonados?
Os motivos variam. Em alguns lugares, o dinheiro acabou — como em Cincinnati. Em outros, os planos mudaram, caso de Paris. Em muitos casos, o uso desses espaços se tornou arriscado ou inviável. Perdeu-se a papelada, o acesso é complicado e reativá-los exigiria investimento pesado.
Quem vai até lá — e por quê?
Apesar dos fechamentos, o apelo desses subterrâneos persiste. Exploradores urbanos procuram entradas de túneis abandonados e compartilham achados on-line. Essas incursões quase sempre são não autorizadas e perigosas, mas o interesse só cresce. Reportagens e blogs acompanham essas “cavernas” urbanas, porém dados oficiais são raros — o que aparece costuma ser relato de quem viu, fotos e suposições. Fica a impressão de que a própria escassez de informação alimenta o mito.
O que vem pela frente?
A maioria desses locais deve continuar fechada. Muitos são velhos demais, danificados ou simplesmente inseguros. De vez em quando, uma estação antiga serve a exposições ou projetos culturais — como em Londres —, mas isso é exceção, não regra.
Mesmo assim, esses lugares continuam a atiçar a imaginação. Lembram o quanto pode existir logo abaixo de ruas tão familiares. Cada espaço oculto é não só um fragmento de história, mas também um vislumbre de como as cidades se transformam.
Pôr as coisas em perspectiva
Vale lembrar: os chamados metrôs abandonados não são a história de cidades imensas sob nossos pés. Eles existem, mas são casos pontuais, cada um com sua trajetória. Muitos detalhes seguem desconhecidos, e mitos ainda se agarram a alguns desses locais. Afirmativas grandiosas sobre uma teia secreta de túneis sob toda cidade ficam melhor na ficção.