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Filmes de Natal e Ano‑Novo que despertam vontade de viajar

Seleção de 10 filmes de Natal e Ano‑Novo que inspiram viagens: de Nova York e Londres a Moscou e São Petersburgo. Planeje seu próximo roteiro com clima festivo.

© A. Krivonosov

Com o inverno chegando e as festas no horizonte, muitos de nós desejam um toque de encanto, uma pitada de aventura e aqueles momentos quentes, sem pressa, ao lado de quem amamos. Ano‑Novo e Natal são a estação dos pequenos milagres, quando dá vontade de se banhar em beleza e aconchego — e os filmes viram um jeito perfeito de viajar por outras cidades, países e até épocas.

Há produções que não apenas acendem o clima festivo — elas cutucam a vontade de pôr o pé na estrada. Em poucos minutos, você está nas ruas nevadas de Londres, nas avenidas cintilantes de Nova York, nos recantos românticos de São Petersburgo e Moscou ou em chalés acolhedores no interior inglês. Os personagens tropeçam no amor, esbarram em descobertas e aprendem a valorizar os presentes que a vida coloca no caminho.

Abaixo, uma seleção de filmes de Ano‑Novo e Natal que inspiram não só viagens de verdade, mas também um reajuste sereno por dentro. Vale como um passeio virtual que traz a magia das festas para casa — e dá aquele empurrãozinho rumo a novos horizontes.

Home Alone 2: Lost in New York

Anthony Quintano from Mount Laurel, United States, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

Home Alone 2: Lost in New York acompanha o jovem Kevin McCallister, que acaba sozinho na cidade e transforma a metrópole na sua própria fábula de inverno. Na cidade que nunca dorme, ele percorre os cartões‑postais mais famosos com uma mistura de charme e astúcia difícil de resistir.

O filme transborda clima de festa: vitrines caprichadas, o brilho da árvore do Rockefeller Center e patinação no Central Park. O Plaza Hotel, onde Kevin se hospeda, acrescenta um toque de grandiosidade à moda antiga — e aquela sensação de que tudo é possível.

A história sugere que até uma cidade estranha vira aventura quando a gente chega de coração aberto. Nova York desponta como um lugar onde o maravilhamento espreita a cada esquina — seja numa amizade com o dono de uma loja de brinquedos, seja num gesto silencioso de gentileza no Central Park.

Mais do que uma sequência de travessuras, Home Alone 2 desperta a vontade de explorar, de procurar a beleza nas pequenas coisas e de lembrar que até viagens por acaso podem virar memórias que ficam.

The Polar Express (2004)

Ynot3700, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

The Polar Express é um conto animado de Natal sobre uma viagem mágica ao Polo Norte — desses que fazem a crença parecer palpável. Ele reacende o espírito das festas e, ao mesmo tempo, cutuca a vontade de sair para descobrir.

Quando um garoto passa a duvidar da existência do Papai Noel, de repente vira passageiro de um trem misterioso que dispara por paisagens nevadas, montanhas imponentes e florestas sombrias rumo ao coração do Natal. A jornada é mais que um deslocamento: é um caminho simbólico pavimentado por amizade, fé e pequenas revelações.

Cada parada é uma história à parte. Pontes congeladas, gelo cintilante e túneis intermináveis criam cenário de aventura legítima. Dá para sentir o brilho que convida a procurar beleza — e um toque de magia — no mundo ao redor.

The Polar Express lembra com delicadeza que viajar não é só chegar; é saborear o caminho e reenxergar o que está diante dos olhos. Quase convida você a embarcar numa jornada de fim de ano em busca de esperança, encantamento e dos sonhos que já pedem passagem.

Love Actually (2003)

Anna Anichkova, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Love Actually entrelaça nove histórias românticas tendo como pano de fundo uma Londres festiva. Para além do brilho e do bom humor, o filme provoca a vontade de explorar — atrás de beleza, novos olhares e, às vezes, do próprio amor.

Ambientada em dezembro, a cidade vira refúgio de luzes, ruazinhas acolhedoras, parques nevados e um vai‑e‑vem animado. Londres se torna personagem por conta própria, daquelas que dão vontade de visitar para sentir a atmosfera de perto.

Os personagens viajam por fora e por dentro: um se esconde numa vila em busca de sossego, outro voa aos EUA à procura de amor, e há quem sonhe em escapar da rotina para reencontrar inspiração. O filme mostra como a mudança de cenário pode desviar a vida para um rumo melhor, quase sem a gente perceber.

Momentos no aeroporto — encontros e despedidas — sublinham como as viagens conectam as pessoas. Interlúdios musicais, incluindo a hoje clássica cena da galeria, fazem querer estar lá quando as festas se aproximam.

Love Actually convida não só a ir para fora, mas a ampliar horizontes por dentro. Defende colocar um pouco de magia nos dias e dar a si mesmo permissão para passos novos — na estrada e nos assuntos do coração.

Borrowed Hearts (1995)

David Wilson from Oak Park, Illinois, USA, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

Borrowed Hearts é uma comédia romântica delicada que se passa nas ruas de Chicago polvilhadas de neve. É uma história sobre a busca pela felicidade e pelo que importa de verdade — e sobre viajar, geográfica e internamente, para se encontrar e recomeçar.

Na véspera de Natal, Sam, um milionário solitário, decide “alugar” uma família ideal para escapar do julgamento dos colegas e sentir um pouco de calor de lar. O arranjo encenado vira uma jornada real para ele — não só pela cidade, mas em direção ao que tem valor.

Chicago aqui parece acolhedora e festiva: vitrines acesas, casas cintilantes e famílias na pista de gelo do parque. São imagens que dão vontade de visitar uma cidade de inverno, aquecer as mãos numa caneca fumegante e deslizar no gelo antes de se abrigar num café.

O filme sugere que viagens — seja para um lugar novo, seja para dentro — podem acender mudanças e uma alegria genuína. Borrowed Hearts, sem alarde, encoraja a sair da rotina e olhar o mundo por um ângulo mais leve e generoso.

The Santa Clause (1994)

Rjcastillo, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

The Santa Clause mostra como um homem comum, sem querer, dá de cara com uma vida cheia de magia. Ele eleva o espírito das festas e sugere travessias — por reinos fantásticos e também em direção a desejos guardados há tempos.

Depois de um incidente inesperado, Scott Calvin, um funcionário corporativo, descobre que é o novo Papai Noel. Ele segue para o Polo Norte, conhece os elfos, vê a oficina em funcionamento e entende o que a nova vocação exige.

Planícies brancas, uma oficina iluminada de forma acolhedora, brinquedos sem fim — o Polo Norte surge retratado com charme irresistível. Os voos de trenó sobre cidades do mundo reforçam o brilho da temporada e dão vontade de vagar por aí, atrás das luzes de fim de ano onde quer que elas estejam.

The Santa Clause argumenta que o maravilhamento é real quando a gente permite. É um lembrete de que viajar também pode ser voltar para si, para os seus e para os sonhos em comum. Dá vontade de perseguir algumas aventuras pessoais e fabricar um pouco de magia caseira.

Four Christmases (2008)

Funknendai, CC0, via Wikimedia Commons

Four Christmases é uma comédia leve e afetiva sobre como até as viagens mais imprevistas nos transformam — e mudam a régua do que importa. O filme captura o caos e o calor da temporada, quando visitar a família já é aventura suficiente.

Brad e Kate, um casal que prefere fugir dos encontros tradicionais, planeja uma escapada tropical. Com o mau tempo, acabam presos e percorrem, num só dia, as casas dos pais — celebrando o Natal quatro vezes.

Entre idas e vindas, topam com hábitos que se chocam, situações constrangedoras e tradições engavetadas. O périplo vira lição, aproximando o casal do valor do compromisso, dos laços e de um futuro compartilhado.

Four Christmases trata até os trajetos curtos como chances de aprender algo novo, sentir intensamente e trombar com verdades inesperadas. É um lembrete de que viajar — bagunçado e imprevisível como é — ainda traz riso, calor e conexão. E, no meio da correria, o tempo com os seus é o que permanece.

Yolki (2010)

ANO “Project Office for the Development of Tourism and Hospitality of Moscow” / russia.travel

Yolki é uma antologia russa de Ano‑Novo que entrelaça histórias comoventes, bem‑humoradas e levemente mágicas acontecendo pelo país. Ela convida a celebrar — e a viajar pelos muitos territórios da Rússia.

A ação percorre 11 cidades, de Kaliningrado a Vladivostok, e brinca com a ideia dos seis graus de separação. Gente distante e sem ligação aparente acaba conectada por gentilezas, coincidências e milagres de Ano‑Novo.

Cada trama oferece um retrato próprio de um lugar: a invernal São Petersburgo com sua arquitetura atmosférica, a vastidão nevada dos Urais, um Krasnoyarsk festivo e o ritmo acelerado de Moscou. Assistir é como fazer um giro pela Rússia — sua cultura, tradições e um espírito de festa compartilhado.

Yolki sugere explorar o próprio país, perceber como ele é diverso e bonito, e como o Ano‑Novo coloca todo mundo sob o mesmo teto. Mesmo na noite mais fria, há calor a encontrar — em sorrisos, em gestos gentis e nas coincidências. Viajar aqui não é só acumular quilômetros, mas também pequenas mudanças internas que permanecem.

Father Frost. The Battle of the Magicians (2016)

Qypchak, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Father Frost. The Battle of the Magicians é uma aventura ágil, cheia de espetáculo, que abre um mundo secreto de magia escondido atrás da correria cotidiana de Moscou. O filme convoca o clima festivo e inspira deslocamentos — pelas ruas reais e por reinos imaginários onde tudo é possível.

Masha, uma menina, é puxada para um confronto entre magos que protegem o mundo da escuridão. Ao lado deles, ela percorre uma Moscou enfeitada para as festas, descobre cantos escondidos e uma camada mágica quase fora de vista. Praças grandiosas, parques nevados e luzes vibrantes fazem a capital parecer parte do feitiço.

A produção mistura ícones de Ano‑Novo — Pai Gelo, cenários nevados, fogos — com duelos de tirar o fôlego e paisagens fantásticas. Esse jogo entre real e imaginado dá vontade de olhar a própria cidade com olhos novos — ou de procurar maravilhas em outro lugar.

É um lembrete de que viajar não é só mudar coordenadas; é dar a chance ao inesperado, seja na Moscou de inverno, seja num mundo de devaneios. O filme deixa um desejo de descoberta e a sensação discreta de que os assombros estão mais perto do que parecem.

The Last Warrior (2017)

AndreiBas, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

The Last Warrior é um conto fantástico em que o mundo contemporâneo cruza com o folclore eslavo ancestral. Não é ligado diretamente ao Ano‑Novo, mas a magia, o espírito de jornada e a busca por si combinam com a época e convidam a uma viagem cheia de descobertas.

Ivan, de Moscou, vai parar de repente em Belogorye, um reino mítico onde figuras dos contos ganham vida. Ele encontra lendas conhecidas — Baba Yaga, o Espírito das Águas, Koschei, o Imortal — e se joga em aventuras por entre florestas densas, lagos enevoados e serras majestosas.

O caminho dele é ao mesmo tempo uma travessia por uma terra fabulosa e um retorno às raízes pessoais, destacando amadurecimento e herança cultural. Ivan aprende a aceitar de onde vem e descobre forças que não sabia ter.

The Last Warrior encoraja a explorar tradições russas, visitar lugares ligados ao folclore e buscar áreas naturais que ecoam a paisagem de Belogorye. Dá vontade de uma jornada com toque de magia — e insinua que os verdadeiros assombros aparecem quando estamos prontos para enxergá‑los.

Silver Skates (2020)

© A. Krivonosov

Silver Skates é uma fábula romântica ambientada na São Petersburgo invernal do fim do século XIX. O filme mergulha numa atmosfera festiva e antiga, daquelas que dão vontade de visitar cidades históricas para sentir o feitiço no ar e o eco de outra era.

A história acompanha dois jovens de mundos diferentes. Matvey, filho de um acendedor de lampiões, trabalha como mensageiro sobre patins; Alisa, filha de um alto funcionário, sonha com uma carreira científica. Eles se cruzam nos canais congelados da cidade e iniciam uma trama de amor, amizade e busca por liberdade.

Ruas nevadas, rios congelados, palácios suntuosos e pontes elegantes de Petersburgo compõem um cenário quase encantado. É o tipo de imagem que dá vontade de percorrer a cidade a pé, demorar nos marcos arquitetônicos e aproveitar a intimidade do inverno.

Silver Skates também acena para prazeres de inverno ao ar livre — de patinar em parques de cartão‑postal a deslizar por vias cobertas de gelo. Viajar aqui é chance de descobrir algo novo, abraçar o romantismo e flagrar lampejos de magia cotidiana onde menos se espera.