13:31 25-12-2025
Golpes no Egito: como reconhecê-los e driblá-los
Vai ao Egito? Veja 7 golpes comuns em vistos, táxis, restaurantes, hotéis e passeios — e dicas práticas para evitar armadilhas, negociar e economizar.
O Egito continua entre os destinos preferidos do planeta: clima quente, praias bonitas, pirâmides icônicas e preços que não assustam. Mas o clima solar pode azedar com pequenos, porém insistentes, golpes. Taxistas, guias, vendedores de lembranças — muita gente tenta arrancar um extra. Para preservar a viagem, vale conhecer os truques mais comuns e como driblá-los.
1. Visto superfaturado
A primeira armadilha pode surgir já no aeroporto. Turistas são direcionados a tirar o visto por um valor inflado, às vezes levados de lado para uma "ajuda" com a papelada. Na prática, o visto deve ser comprado apenas nos quiosques bancários designados, pela tarifa oficial.
Evite comprar de quem se aproxima, mesmo que pareça funcionário do aeroporto. Vá direto aos balcões oficiais dos bancos.
2. Táxi pelo triplo do preço
Taxistas têm experiência em lidar com turistas: podem se recusar a ligar o taxímetro, sugerir um valor inflado e, no fim, dizer que não têm troco.
Use Uber ou Careem — a tarifa aparece de antemão. Se optar por um táxi de rua, combine o preço antes de entrar e mantenha notas pequenas à mão.
3. Contas infladas em restaurantes
Alguns cafés e restaurantes brincam com os preços: o cardápio mostra números sem indicar a moeda. O viajante supõe libras egípcias e só depois descobre que a conta veio em dólares — várias vezes maior.
Antes de pedir, confirme em que moeda estão os preços. Solicite a nota e confira item por item.
4. Quarto "melhor" mediante taxa
Em hotéis, às vezes dizem ao hóspede que o quarto "já foi ocupado", mas que, por uma taxa adicional, é possível migrar para uma opção "melhor". Na prática, é um empurrão para pagar a mais por algo que já deveria estar incluído.
Mantenha a calma e insista no quarto reservado. Se se recusarem a fazer o check-in, acione a operadora ou o gerente do hotel. Ligar antes para reconfirmar a reserva ajuda.
5. Presentes, fotos e favores "grátis"
São comuns ofertas de um brinde, um tour rápido ou uma foto com o camelo. Assim que o turista aceita, a cobrança aparece — e a recusa pode virar cena.
Seja educado, mas firme, ao recusar esse tipo de convite. Se topar, acerte o valor antes. Calma e um "não" claro resolvem muito.
6. Guias de hotel e excursões salgadas
Guias de hotel costumam alertar que comprar passeios fora anula o seguro. Esse receio serve para vender excursões por duas ou três vezes o preço.
Verifique antes as condições da apólice — em 99% dos casos, ela vale independentemente de onde o passeio é reservado. Compare os preços do hotel com os de agências locais e leia avaliações antes de pagar.
7. Paradas "obrigatórias" em lojas caras
Em excursões, grupos são levados com frequência a lojas de preços inflados, divulgadas como as de "melhores" produtos. Na prática, o guia recebe comissão e as etiquetas são bem mais altas do que nas bancas comuns.
Não se deixe conduzir pela conversa. Se não pretende comprar, aguarde do lado de fora. Pesquise preços médios de souvenirs para saber o que é justo e prefira lojinhas locais às butiques turísticas.
O Egito é um destino ótimo para relaxar, mas com dinheiro vale manter a atenção. A regra prática é simples: não tenha pressa, confira os detalhes e resista à primeira oferta. Se alguém insistir demais ou criar sensação de urgência, é bem provável que seja armadilha.