05:33 17-12-2025
As cores da areia nos Emirados Árabes: um guia por emirado
Descubra como cada emirado dos Emirados Árabes Unidos tem sua cor de areia — do laranja ao negro — e o que essas tonalidades revelam em geologia e cultura.
Os Emirados Árabes Unidos costumam ser associados aos arranha‑céus reluzentes de Dubai ou às praias de Abu Dhabi. Mas, para lá desses horizontes impecáveis, há outra face do país: desertos imensos em que cada extensão de areia revela um tom próprio. No fim das contas, cada emirado tem a sua cor de assinatura — enraizada na geologia e também entrelaçada na cultura.
Tons pelos emirados
Cada emirado nos EAU pode ser reconhecido pela cor de suas areias.
Abu Dhabi é conhecido por dunas alaranjadas, tonalidade que aparece graças ao alto teor de ferro no solo. A paisagem parece permanentemente banhada por matizes suaves de pôr do sol.
Dubai se destaca por areias de vermelho vivo. O ferro é abundante aqui também, dando ao deserto um aspecto marcante e saturado.
Sharjah é marcada por areias castanhas. Cientistas explicam que a cor vem de restos de plantas antigas e de rochas características.
Ajman pende para um bege tranquilo. A neutralidade da areia dá ao cenário um ar sereno e discreto.
Umm Al Quwain surpreende com um tom azulado na areia — possivelmente devido a minerais específicos encontrados na região.
Ras Al Khaimah pode ostentar areias brancas. Compostas de quartzo fino e conchas, elas tornam as praias locais especialmente atraentes.
Fujairah foge ao padrão com areias negras. Segundo pesquisadores, a cor está ligada a rochas vulcânicas antigas.
Por que importa
Nos EAU, a paleta das areias vai além da estética — faz parte da identidade. Lojas vendem lembranças singulares: pequenos frascos em camadas com areias dos sete emirados. Cada faixa de cor, a seu modo, conta uma história.
Há também uma iniciativa chamada Color of Unity. A ideia é criar uma tinta que reúna os sete tons de areia, um gesto simbólico de amizade e coesão entre os emirados. O conceito parece ao mesmo tempo tangível e poético, quase como transformar a geografia em emblema compartilhado.
O deserto guarda muitos segredos
Para além da beleza, as areias escondem achados históricos concretos. Em 2024, arqueólogos na ilha de Siniya descobriram vestígios de uma antiga cidade e de um mosteiro cristão — um lembrete de que, sob o aparente vazio do deserto, repousa um passado rico.
Essas cores não são apenas um quadro bonito. Por trás de cada tonalidade estão milhões de anos de história, junto com a natureza, as tradições e a cultura. Juntas, elas tornam os desertos dos EAU ainda mais surpreendentes — e mais vivos.