13:26 16-12-2025
Praia sem pegadinhas: evite cobranças, espreguiçadeiras caras e serviços forçados
Saiba como evitar cobranças na praia: acesso bloqueado, espreguiçadeira paga e serviços empurrados. Dicas para reconhecer e recusar armadilhas com segurança.
Ao escolher uma escapada, muita gente só quer descansar à beira-mar, estender a toalha na areia e tomar sol. Mas até um simples dia de praia pode reservar uma surpresa desagradável. Em vários países, viajantes esbarram cada vez mais em situações em que o acesso à orla ou comodidades básicas, como uma espreguiçadeira, vêm acompanhados de cobrança — apesar de lhes terem dito o contrário. Veja como isso costuma funcionar — e como não cair nessa.
Praia gratuita — mas para todos?
Em muitos países, a lei determina que as praias sejam de uso público. Em Sochi e em outras cidades balneárias da Rússia, por exemplo, é proibido bloquear o acesso ao mar. Na prática, porém, o cenário pode ser outro.
Alguns hotéis e pousadas colocam segurança ou montam uma espécie de controle de entrada, criando a impressão de que a faixa de areia lhes pertence, apesar das regras dizerem o contrário.
Há relatos de pessoas barradas por não serem hóspedes. No fim, o visitante ou paga, ou sai à procura de outro trecho de areia — muitas vezes nada perto.
Espreguiçadeira, guarda-sol — e a conta inesperada
Mesmo que você chegue à praia sem desembolsar nada, não se apresse em deitar. É comum acomodar-se numa espreguiçadeira sob o guarda-sol e, minutos depois, aparecer um funcionário cobrando — às vezes, um valor salgado.
Em alguns destinos, como Montenegro, uma parcela grande das praias é arrendada a empresas. Tecnicamente elas são abertas, mas, na prática, o acesso se dá quando você paga pela espreguiçadeira.
Serviços empurrados sem você pedir
Você pode estar tomando sol quando alguém aparece oferecendo massagem, foto com um animal ou bebida. Parece gentileza — até que vem a cobrança, mesmo sem haver concordância.
Muita gente hesita em recusar ou supõe que é um gesto de cortesia. Na prática, é um expediente frequente para faturar em cima de visitantes.
Por que isso se repete
Essas táticas persistem porque as punições são raras. Mesmo quando alguém reclama, as chances de algo mudar são pequenas. Soma-se a isso o desconhecimento das regras locais e a pouca disposição para confronto. Pagar e seguir adiante parece mais fácil do que azedar as férias. É justamente nisso que quem toca esses esquemas aposta. Fica a impressão de que alguns operadores contam mais com a confusão do que com o serviço.
Como não cair na armadilha
Pesquise as praias antes de ir. Leia avaliações, veja mapas e fóruns. Isso ajuda a identificar os trechos em que o acesso é realmente livre.
Confirme preços de antemão. Antes de ocupar uma espreguiçadeira ou aceitar qualquer serviço, pergunte quanto custa. Melhor esclarecer do que discutir depois.
Se algo parecer errado, registre. Se estiver sendo induzido ao erro, faça fotos ou vídeos e guarde recibos. Podem ser úteis.
Não tenha receio de dizer não. Se alguém insistir em vender serviços, recuse. É plenamente aceitável.
O essencial é manter a atenção
Uma pausa à beira-mar deveria ser leve, não um labirinto de cobranças-surpresa. Um pouco de atenção faz diferença: conheça os pontos de atrito, mantenha a guarda alta e nem a praia mais cara vai estragar seu descanso.