17:42 14-12-2025

Quanto custa passar o Ano‑Novo na China: destinos, pacotes e dicas de visto

Guia de Ano‑Novo na China: preços atualizados, rotas e pacotes populares, requisitos de visto e opções sem visto, destinos como Pequim, Xangai, Hainan e Xi’an.

© A. Krivonosov

De ano para ano, mais russos cogitam receber o Ano‑Novo no exterior. A China ganhou status de favorita entre quem quer passar as festas de inverno de um jeito diferente, mergulhando em tradições antigas e no ritmo da Ásia contemporânea. O interesse por viagens de Réveillon ao país cresce rápido, e as operadoras ampliaram a prateleira para acompanhar.

Este material mostra quanto custa celebrar o Ano‑Novo na China, quais rotas lideram a procura e o que atrai os viajantes. Também explica as particularidades de reserva, os requisitos de visto e dicas práticas para quem planeja passar as festas no Reino do Meio.

Russos escolhem a China para o Ano‑Novo: a procura por pacotes cresce

© A. Krivonosov

Viajantes russos demonstram interesse crescente por viagens de inverno à China continental. As vendas de pacotes de Ano‑Novo para o continente aumentaram neste ano, ainda que continuem a representar uma fatia menor em comparação com Hainan.

Operadoras relatam alta de 15% a 40% na demanda. As janelas de compra também se alongaram: no ano passado, as reservas para o período de Ano‑Novo começaram no fim de outubro; desta vez, muitos garantiram lugar já no fim de setembro.

Essa mudança é atribuída a uma malha aérea mais estável e a trâmites simplificados. Cidadãos russos agora têm acesso a visto na chegada em Pequim (mediante solicitação prévia); no ano passado, essa opção valia apenas para Xangai.

Há, ainda, uma curiosidade mais ampla pela cultura asiática. Muitos que já estiveram na China voltam para se aprofundar no país e em suas tradições. Pelo padrão das reservas, fica claro que pesam tanto o conteúdo cultural quanto a logística mais descomplicada.

Destinos de inverno mais procurados na China

Mr Thinktank from Shanghai, China, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

Pequim é a capital onde tradições antigas se cruzam com um cenário urbano de ponta. Dá para visitar ícones como a Cidade Proibida — antiga residência dos imperadores —, a Praça Tiananmen, o Templo do Céu e o Palácio de Verão. No inverno, a cidade ganha decoração festiva e mercados animados, o que reforça o clima de celebração. Apesar do frio, muita gente acha o período especialmente acolhedor: as multidões diminuem e uma camada de geada dá charme extra a palácios e templos.

A Grande Muralha da China é uma façanha humana que desafia superlativos, essencial para entender a escala e a ambição da China antiga. Sob a neve, fica ainda mais cênica e envolvente. As rotas variam: há trechos populares e bem conservados, como Badaling e Mutianyu, e outros mais tranquilos, onde impera o silêncio. Dos parapeitos, a vista alcança montanhas envoltas de branco — uma imagem que permanece na memória.

Xangai é uma metrópole moderna com um núcleo cultural rico que brilha no inverno, quando a cidade se enche de celebrações e eventos.

Xangai é conhecida por festas em grande escala no Ano‑Novo ocidental e no Lunar. Na noite do dia 31, a cidade resplandece: arranha‑céus e o histórico Bund ganham iluminação especial. Multidões se reúnem para ver fogos sobre o rio Huangpu e um show de luzes que se reflete na água. A Nanjing Road, uma das artérias comerciais mais movimentadas, ferve com compras, shows e performances de rua.

No inverno, a cidade oferece de tudo: mercados sazonais e pistas de patinação em pontos como o Parque Jing’an e a Praça do Povo. A agenda cultural segue cheia: teatros e centros de arte exibem ópera e drama, além de concertos de música chinesa tradicional e contemporânea.

Na mesa, Xangai também se destaca — e o inverno deixa isso evidente. Restaurantes e cafés apresentam cardápios especiais de Ano‑Novo com pratos simbólicos de sorte e prosperidade: bolinhos, peixe, doces. Muitos restaurantes e clubes organizam festas com fartas ceias e programas de entretenimento.

Quem busca um mergulho mais profundo na cultura encontra rituais e desfiles tradicionais em templos como o do Buda de Jade, onde é possível participar de cerimônias e acender incenso para o ano que começa. A cidade equilibra espetáculo e substância com rara habilidade.

Hainan é a ilha tropical no sul da China conhecida como o “Havaí do Oriente”. No inverno, torna‑se especialmente atraente, com temperaturas agradáveis, praias limpas e uma ampla lista de atividades.

Os termômetros rondam os +22 a +28 °C — perfeitos para quem foge do frio em busca de sol e calor. As áreas de resort principais são Sanya e Haikou, com hotéis de praia de padrão elevado, faixas de areia macia e vistas abertas para o Mar do Sul da China.

Além de tomar sol e nadar, Hainan convida a mergulhar, praticar snorkeling e surfe e fazer passeios de barco. As baías de Yalong e Dadonghai reúnem o essencial para uma temporada à beira‑mar, de bares e cafés a centros de spa. O inverno também traz festivais que mostram culturas e tradições locais.

Para quem busca descanso restaurador, a ilha oferece fontes termais e centros renomados de medicina tradicional chinesa, com tratamentos de bem‑estar e diferentes técnicas de massagem. Muitos spas usam ervas locais, óleos naturais e minerais — um convite para desacelerar e recarregar.

As celebrações de Ano‑Novo também iluminam Hainan. Muitos hotéis e restaurantes promovem jantares festivos com shows de dança tradicional chinesa, acrobacias e fogos. O cardápio costuma combinar clássicos chineses com frutas tropicais, frutos‑do‑mar e especialidades regionais que sublinham a personalidade da ilha.

Xi’an está entre as cidades mais históricas e culturalmente ricas da China e, no inverno, revela uma face especial — ideal para quem procura mais do que um roteiro de cartões‑postais e quer se aproximar do passado e da cultura do país.

Antiga capital e ponto de partida da Rota da Seda, Xi’an é célebre por seus monumentos. O destaque é o Exército de Terracota, um complexo monumental com milhares de guerreiros de argila únicos, criados há mais de dois milênios para guardar o túmulo do imperador Qin Shi Huang. No inverno, com menos visitantes, dá para apreciar os detalhes com calma.

As muralhas antigas ganham um toque de geada que reforça o cenário medieval. Entre as fortificações mais bem preservadas do país, são perfeitas para caminhar ou pedalar no topo, com vistas da cidade antiga e de ruas invernais. A Grande Mesquita de Xi’an, do século VIII, e o Pagode do Grande Ganso Selvagem completam a imersão histórica.

Para os fãs de gastronomia, Xi’an é um deleite — especialmente no frio. A culinária local mistura influências chinesas e muçulmanas. Entre os favoritos estão o robusto “yangrou paomo” (sopa de cordeiro temperada com pão), ideal para dias gelados, e uma variedade de petiscos de rua, de espetinhos grelhados a bolinhos. O Bairro Muçulmano é perfeito para uma caminhada de inverno, com aromas de especiarias e frigideiras chiando pelo caminho.

Visitar Xi’an no inverno é mergulhar na história antiga e na cultura autêntica, fugindo das grandes multidões — e a estação dá à cidade velha uma sensação particular de acolhimento.

Chengdu, no sudoeste da China, é uma cidade convidativa que no inverno fica ainda mais atraente para quem busca impressões únicas e um ritmo mais tranquilo, fora dos trajetos mais batidos. Ela é conhecida por seus pontos culturais, por uma culinária singular e, claro, por ser a casa do panda‑gigante.

O inverno em Chengdu é ameno, geralmente entre +5 e +15 °C — confortável para caminhadas e passeios. Um ponto alto é a Base de Pesquisa e Reprodução do Panda‑Gigante, onde é possível observar os animais em um ambiente próximo ao natural. Nos meses frios, os pandas tendem a ficar mais ativos. O centro também apresenta o trabalho de conservação e de apoio à população da espécie.

As casas de chá de Chengdu são praticamente obrigatórias no inverno: lugar para se aquecer com chás aromáticos e apreciar a calma. Muitas oferecem apresentações tradicionais, do teatro de sombras aos números de troca de máscaras — programas que rendem noites memoráveis.

Outro motivo para ir é a culinária de Sichuan, famosa por sabores intensos e aromáticos. No inverno, o hot pot de Sichuan ganha protagonismo: os restaurantes servem caldos picantes com ampla escolha de ingredientes — perfeito para dias frios. Mercados de rua completam o roteiro com pãezinhos de gergelim, noodles apimentados e pratos de tofu que traduzem o sabor da região.

Chengdu também é porta de entrada para as paisagens de Sichuan. No inverno, áreas montanhosas próximas — como o Monte Emei — ficam cobertas de neve e ganham contornos marcantes. Dá para explorar complexos de templos, curtir o silêncio da natureza e, com sorte, acompanhar cerimônias budistas. A combinação de conforto urbano e montanhas por perto é difícil de refutar.

Pacotes de Ano‑Novo para a China: o que os russos estão reservando

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O portfólio das operadoras inclui roteiros clássicos para Pequim e Xangai e itinerários combinados que emendam praia em Hainan ou excursões a países asiáticos vizinhos. Dá para comprar pacotes completos ou serviços avulsos, como hospedagem e passeios.

Programas centrados em Pequim e Xangai lideram a procura graças à mistura ampla de gastronomia, compras e atrações.

Alguns viajantes acrescentam a histórica Xi’an, com mais de 3.100 anos, ou Luoyang — conhecida como uma das oito antigas capitais da China.

Uma opção popular é o programa de 6–7 noites “Ano‑Novo em Pequim”, com chegadas em 29 ou 30 de dezembro e hospedagem no Howard Johnson Paragon Hotel Beijing 4*. Inclui, como extra, o jantar de Ano‑Novo no restaurante Mango, no distrito russo de Yabaolu, onde servem pratos familiares à mesa festiva russa — como salada Olivier e ovas vermelhas —, raridade em outras partes da Ásia.

Para quem quer um roteiro mais denso, há excursões às montanhas de Zhangjiajie (cenário do filme “Avatar”), aos “fiordes” chineses de Yangshuo, encontros com pandas em Chengdu ou a cidade aquática de Zhujiajiao.

As opções vão de estadas clássicas em Pequim ao circuito de 12 dias “Grande Tour ‘A Longa Marcha’” que passa por Xangai — Suzhou — Hangzhou — Xi’an — Luoyang/Shaolin — Pequim. Há também combinados que unem China e Vietnã.

E até combinações com cruzeiro fluvial: “Xangai e Vietnã de Ho Chi Minh a Ha Long com estadia em Mui Ne” reúne Xangai, Cidade de Ho Chi Minh, Mui Ne/Phan Thiet, Hanói e um cruzeiro pela baía de Ha Long.

Dá para seguir a Dalian em busca de bem‑estar, a Jiangsu pelas tradições antigas, a Chengdu pela natureza e pelos pandas, e ao resort de esqui Xiaohaituo, em Yanqing. A variedade, por si só, mostra quanto o mercado se abriu.

Como chegar

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Conexões aéreas: Voos diretos entre Rússia e China operam ativamente. Em outubro de 2024, havia 182 voos diretos de 43 cidades russas para 16 cidades chinesas. O destino mais popular é Pequim. A maioria dos voos parte de Moscou. As companhias incluem Aeroflot, Transaero, Hainan Airlines e Air China. Moradores da Sibéria e do Extremo Oriente russo podem usar S7 Airlines, Sakhalin Airlines e Ural Airlines. Duas vezes por semana, a Hainan Airlines voa de São Petersburgo para Pequim. A Transaero também oferece voos regulares para a ilha de Hainan.

Conexões ferroviárias: A Russian Railways (RZD) trabalha para restabelecer os serviços de passageiros para a China suspensos em 2020 por causa da pandemia. Em setembro de 2024, a RZD anunciou planos de retomar os serviços diretos de passageiros entre Rússia e China após uma pausa de três anos.

Rotas terrestres: Desde 9 de abril de 2022, a fronteira terrestre entre Rússia e China está aberta para a saída de russos e a entrada de estrangeiros vindos da China. A Rússia retirou as restrições, e a fronteira chinesa opera. As conexões aéreas diretas com a Rússia foram oficialmente retomadas em 14 de março de 2022. Postos de fronteira ao longo do limite Rússia–China funcionam, e os consulados chineses no exterior emitem todos os tipos de visto desde 15 de março de 2023. Moradores de Khabarovsk, Blagoveshchensk e Vladivostok podem chegar a cidades chinesas de ônibus.

Requisitos de visto

Reinhold Möller, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Turistas podem entrar na China. Cidadãos russos precisam de visto. Desde 15 de março de 2023, os consulados chineses voltaram a emitir todos os tipos de visto. A entrada também é permitida com vistos válidos emitidos antes de 28 de março de 2020.

Pode ser exigida passagem de retorno. Algumas regiões, como a ilha de Hainan, oferecem entrada sem visto por até 30 dias.

Os viajantes devem registrar o local de estadia em até 24 horas após a entrada no país. Hotéis costumam fazer o registro para os hóspedes; caso contrário, é necessário se registrar em uma delegacia local.

Onde é possível viajar sem visto na China

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Qualquer região da China pode ser visitada sem visto como parte de um grupo turístico de 5 a 50 pessoas. É preciso comprar um tour de uma agência credenciada para estadias de até 15 dias. Os participantes seguem um roteiro aprovado previamente e não podem dele se desviar.

Ilha de Hainan é um destino de praia popular. É possível visitar sem visto por até 30 dias se a chegada for por voo direto. Para viajar de Hainan a outras regiões da China, é necessário visto.

Hong Kong e Macau atraem pela mistura de arquitetura moderna, entretenimento, prédios históricos e natureza. A entrada sem visto em Hong Kong é possível por até 14 dias; em Macau, por até um mês.

Província de Guangdong pode ser visitada a partir de Hong Kong ou Macau como parte de um tour em grupo por até 144 horas (6 dias). Cidades como Guangzhou e Shenzhen combinam arranha‑céus e parques.

Xangai é ideal para compras e vida noturna. A entrada sem visto é possível para quem chega em navio de cruzeiro para estadias de até 15 dias.

Há também trânsito sem visto para quem chega por um dos 24 aeroportos internacionais do país. Para sair do aeroporto, é preciso uma Permissão Temporária de Entrada, emitida no local. Dependendo da cidade, ela vale por 24, 72 ou 144 horas. É necessário apresentar passaporte e bilhete para um terceiro país que comprove a viagem de continuidade.

Dicas de viagem para a China

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Reserve passagens e prepare documentos com antecedência, levando em conta possíveis alterações de horário e mudanças nas exigências. Antes de viajar, verifique as regras de entrada vigentes e eventuais restrições ligadas à situação epidemiológica.

Conforme o ponto de partida e o destino, escolha a forma mais conveniente de viajar — avião, trem ou ônibus.

Em 2024, a viagem da Rússia para a China ficou mais acessível graças à retomada da malha aérea e aos planos de restabelecer rotas ferroviárias. Quem se organiza cedo costuma fazer o percurso com mais tranquilidade — e ganha tempo para curtir as festas.

Quanto custa passar o Ano‑Novo na China continental: um panorama de preços

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Os preços de pacotes de Ano‑Novo para a China subiram, em média, de 10% a 15% na comparação anual. Um hotel cinco estrelas com café da manhã sai por cerca de 200–300 dólares por noite para duas pessoas. Se o jantar festivo estiver incluído, calcule pelo menos 100–150 dólares por pessoa. Esse tipo de ceia é mais comum em hotéis de Hainan; no continente, nem todos os hotéis promovem eventos de Ano‑Novo.

A viagem de Ano‑Novo para a China com voos parte de 290.000 rublos para duas pessoas por seis noites, enquanto a hospedagem sem voos e sem excursões começa em 100.000 rublos por pessoa.

Preços de referência para pacotes com voos, segundo diferentes operadoras:

“Ano‑Novo em Pequim” — a partir de 290.000 rublos para duas pessoas por 6–7 noites, chegadas em 29–30 de dezembro, Howard Johnson Paragon Hotel Beijing 4* (PAC Group).

City tour por Pequim — a partir de 394.000 rublos para duas pessoas por 6 dias, hotel 4*, saída em 28 de dezembro (FUN&SUN).

City tour por Xangai — a partir de 466.000 rublos para duas pessoas por 6 dias, hotel 4*, saída em 28 de dezembro (FUN&SUN).

“Pequim — Xangai” — a partir de 440.000 rublos para duas pessoas por 6 noites, hotel 4*, saída em 28 de dezembro (“Russian Express”).

Grande Tour “China” — a partir de 521.000 rublos para duas pessoas por 10 dias, hotel 4*, saída em 28 de dezembro (China Travel).

Grande Tour “A Longa Marcha” — a partir de 513.000 rublos para duas pessoas por 12 dias, hotel 4*, saída em 28 de dezembro (China Travel).

Xangai + Vietnã — a partir de 577.000 rublos para duas pessoas, hotel 4*, saída em 26 de dezembro (China Travel).

“Pequim — Xi’an — Lhasa (Tibete) — Pequim” — a partir de 862.000 rublos para duas pessoas por 9 noites, saída em 28 de dezembro (“Russian Express”).

Preços de referência para pacotes de Ano‑Novo sem voos:

City tour por Pequim — a partir de 200.000 rublos para duas pessoas por 5 noites (FUN&SUN).

City tour por Xangai — a partir de 309.000 rublos para duas pessoas por 5 noites (FUN&SUN).

“Pequim — Xangai” — a partir de 260.000 rublos para duas pessoas por 6 noites, hotel 4* (“Russian Express”).

Tour Xangai + Pequim — a partir de 397.000 rublos para duas pessoas por 8 dias (FUN&SUN).

“Pequim — Xi’an — Lhasa (Tibete) — Pequim” — a partir de 670.000 rublos para duas pessoas por 9 noites (“Russian Express”).

Uma viagem de Ano‑Novo à China é a chance de tocar a história viva e aproveitar a atmosfera das grandes cidades, relaxar em praias tropicais e ver paisagens e monumentos grandiosos. Seja a Xangai de alta voltagem, a Pequim invernal com a Muralha ao fundo ou os trópicos de Hainan, o país se destaca pela variedade e pelo espírito festivo.

O Ano‑Novo na China não é só fogos e shows deslumbrantes; é também um acesso a tradições seculares, aos sabores notáveis da culinária chinesa e a uma hospitalidade genuína. Um recesso de inverno que costuma render memórias vívidas — e um bom sentimento de descoberta.